Rx denuncia trafulhice na fábrica Confiança entre PS e Coligação Juntos por Braga
Se provas faltassem, vejam bem esta negociata que o PS/Braga e a Coligação messiânica Juntos por Braga arranjaram aos bracarenses.
Do lado socialista já se esperava, mas Rio está a deixar cair o manto.
http://www.comumonline.com/opiniao/item/398-negocios-de-confianca
"I. Foi anunciada há dias pela CMB a compra do edifício onde funcionou a Saboaria e Perfumaria Confiança fundada em 1894 noutro prédio. Segundo se lê nas notícias, a Câmara vai adquirir os 5.000m2 que restam do complexo da Fábrica por 3,5 milhões de euros. Chegou-se a este valor após negociações conduzidas pelos Vereadores Vítor Sousa e Ricardo Rio, líder da oposição. A aquisição é justificada por se estar perante "um marco de referência no contexto industrial bracarense."
Voltemos atrás. Em 2003 o ProjectoBragaTempo publicou vários artigos sobre a indústria bracarense e, em particular, sobre a Confiança. Num dos artigos apresentavam-se diversas ideias para uma nova vida da Fábrica com alguns desenhos de um possível projecto. Pretendia-se dar um novo uso a todo aquele espaço, ali se instalando diversas estruturas universitárias, um museu da indústria bracarense, um espaço cultural partilhado, entre outros equipamentos.
Podia ser esse ou outro projecto: tratava-se tão-só de imaginar e demonstrar que era possível outra cidade! De seguida promoveu-se mais uma Conversa Desbragada sobre o assunto na esplanada d'A Brasileira. Para esse debate convidou-se a Universidade do Minho, a Associação Académica e evidentemente a Câmara Municipal. A Câmara faltou. A Conversa realizou-se. Entre as dezenas de pessoas que assistiram, estiveram presentes vários trabalhadores da Fábrica e muitos bracarenses.
A Saboaria e Perfumaria Confiança é hoje a única representante da tímida aventura industrial bracarense do final do século XIX. Não era o edifício fabril mais interessante da nossa cidade mas os demais espaços industriais foram demolidos nos anos 80 e 90 para dar lugar a prédios de habitação de gosto e qualidade muito discutíveis. Há muito que o edifício devia ter sido adquirido evitando-se assim o estado lastimável em que todo o conjunto se encontra hoje. Há vestígios de incêndios, furtos, vandalismo e degradação por abandono. A compra só peca por tardia e muito já não se poderá recuperar.
II. Mas a compra do edifício foi apresentada como o resultado de uma negociação conduzida pelos vereadores Vítor Sousa e Ricardo Rio que aparentemente se traduziu numa redução de 4 para 3,5 milhões. Não sou economista mas de imediato estranhei as contas. Uma simples investigação de 20 minutos e 3 euros permite-me concluir que ou não nos foi contada a estória toda ou somos governados por amadores.
Vamos lá ver o negócio. Em 14 de Fevereiro de 2002 a Confiança, SA vende por escritura pública celebrada no antigo Segundo Cartório Notarial de Braga dois prédios (um urbano e um rústico) de que era dona à sociedade Urbinews - Compra e Venda de Imóveis, SA. Ao prédio rústico (5637,8m2) foi atribuído o valor de 600.000€ e ao urbano (21.293m2) o valor de 1.893.089,49€, tendo a venda sido efectuada pelo valor total de 2.493.989,49€. Para esse efeito a segunda sociedade contraiu um empréstimo junto da CGD no valor de 2.992.787,00€. Mais tarde a Fábrica deixa de laborar e muda-se para a zona industrial de Sobreposta, onde está hoje.
Entretanto, a Câmara recebe um parecer do actual IGESPAR no sentido de se classificar o edifício como imóvel de interesse concelhio. A Câmara não classifica e creio que nem sequer deu início ao processo. No PDM toda aquela zona estava (e está) classificada como espaço urbano. Chega a circular na internet uma maqueta que prevê a manutenção da fachada integrada num prédio desinteressante de vários pisos. Progressivamente vão desaparecendo todos os edifícios e estruturas da parte norte do complexo incluindo a famosa torre branca com o nome, o salão de festas onde se apresentaram filmes e peças de teatro para os trabalhadores e, recentemente, a enorme chaminé. À partida, foi a própria Câmara que licenciou todas estas demolições. Caso tal não tenha sucedido, estaremos perante demolições ilegais devendo a Câmara agir em conformidade. O prédio rústico foi mais tarde alienado pela Urbinews e deu origem a um espaço comercial contíguo ao BragaParque. Sobra o prédio urbano.
De repente, do nada, e numa súbita preocupação com a história da cidade surge a ideia de preservar a Fábrica. Em poucos dias acertam-se os termos do negócio. Em plena crise e consequente desvalorização do património imobiliário, após as mais diversas demolições que diminuíram o valor do complexo, o que tinha sido comprado por quase 1,9 milhões de euros (e 21.293m2) é proposto vender à cidade por 4 milhões (e 5.000m2)! Porém, com a pronta e nobre intervenção dos Senhores Vereadores, chega-se a um preço especial: apenas 3,5 milhões! Ou seja, se estou a ver bem as coisas, o bom negócio que nos apregoam é comprar um quarto da área por quase o dobro do preço! Vale a pena ir ao local e perceber melhor o que está a ser adquirido por 3,5 milhões. Será que algum privado faria este negócio?
É como na entrevista dos Gato Fedorento ao autarca da fictícia Vila Nova da Rabona:
APRESENTADOR: - Que outras obras é que esta a planear para 2007?
AUTARCA: - Vamos alcatifar a Vila toda. Calha bem até: o meu filho tem uma loja de alcatifas e vai-nos fazer um preço especial.
APRESENTADOR: - Mais barato?
AUTARCA: - Não, mais caro! É um preço especial para ele. O rapaz não é estúpido!"

Sr. RX. O sr. está a ficar mole. Será da perseguição que o sr. anda a mover ao blogue BragaMaldita e ao Dr. Aníbal Duarte Corrécio ? O Sr. esqueceu-se de referir um dado muito importante na sua reportagem. E as luvas Sr. RX ? Sim, as luvas que o dirigente Ricardo Rio recebeu pela venda da CONFIANÇA ? O seu artigo RX está incompleto. Muito incompleto. Um Natal sem luvas e com as mãos a descoberto, não é um Natal, sr. RX. Investigue mais e veja se encontra o diabo das luvas, para fazer uma luta como deve ser a esse traidor bracarense, a esse dirigente sem escrúpulos, a esse protector de empreiteiros que é o Dr. Ricardo Rio. O Sr. afrouxou, está a ficar muito mole, e é uma pena, Sr. RX.
ResponderEliminarRepórter X, Y e Z
Acho que Ricardo Rio não merece a insinuação que RX faz
ResponderEliminarClaro, a Câmara faz um negócio e o Rio é o que recebe as luvas. E devem ter sido suficientemente grandes para ele, para o Granja, para o Hugo Soares, para o Serafim e para o doutor, para a velhinha e para os tipos que não gostam da "gentalha de esquerda". Com jeitinho ainda foi parar uma parte ao Lar de Fraião e outra aos bolsos do Machado.
ResponderEliminarOnde é que eu já vi este filme? Tratem-se!
Este RX é uma bosta das antigas
ResponderEliminarNão se faz insinuação nenhuma.
ResponderEliminarExistem factos.
Os visados que refutem.
Quim Roscas
Factos? Quais factos? Eu nunca vi ninguém responder a este tipo de insinuações e só os posso elogiar por isso. Lamento é que o Farricoco pactue com este tipo de comentários.
ResponderEliminarSaiam do anonimato e apresentem provas, indícios, dados concretos sobre qualquer situação ilegal.
Lançar merda para a ventoinha qualquer burro faz. E aqui não faltam especialistas! Só lhes dava era um conselho: quando fizerem isso saiam da frente! É que já tresandam...
Uma novidade para o RX: se for ao edifício, encontra a chaminé no mesmo sítio totalmente preservada. Caso não saiba, existem leis que protegem estes tipo de chaminés e que os donos dos terrenos/edifícios têm que os manter ou arriscam-se a multas bem pesadas. Pena é que não se mantenham, na grande maioria dos casos, os edifícios a que pertencem estas chaminés.
ResponderEliminarAtenção ao bragamaldita que traz hoje uma prova muito concreta desta negociata
ResponderEliminarPor acaso, o texto é da autoria do Tarroso Gomes.
ResponderEliminarBasta ver o link.
O repórter x apenas citou.
Aprendam a ler.