terça-feira, 15 de maio de 2012

Braga - DEspacho do RX; "A saúde é um direito, sem ela nada feito!


A saúde é um direito, sem ela nada feito!

Andam por aí uns rapazolas malditos que exigem custe o que custar...

Eles fogem e falsificam os impostos...
Eles têm casas de luxo...
Eles fazem férias de sonho...
Eles são gestores em entidades públicas e cobram fortunas ao erário público...mas dizem que são o apogeu da ética...
Eles dizem que todos temos de fazer a nossa parte...
E depois existe a realidade:
"Cansou-se de bater à porta da Junta, da Câmara ou da Segurança Social. Cansou-se de apelar à caridade e de ficar sem resposta. Agora, Teresa Barros deixou de pedir ajuda. Vou-me aguentando como puder. Enquanto puder, desabafa.
Os cerca de 700 euros mensais que recebe, no total, do Rendimento Social de Inserção e da pensão do marido, mal dão para pagar as despesas da casa e remediar comida para sete. Ainda esticam o suficiente para comprar os remédios dos filhos mais novos, de 15 e 12 anos, ambos com distrofia muscular de Duschenne, uma doença genética incurável que os deixou presos a uma cadeira de rodas.
Mas já nem por milagre chegam para a viagem de quase 100 quilómetros que separam a sua casa, na vila do Arco do Baúlhe (concelho de Cabeceiras de Basto), do Hospital de Santo António, no Porto, onde Tiago e André deveriam ser seguidos.
"Eles sempre tiveram direito a cinco viagens por ano ao Porto para irem às consultas. Mas no ano passado a doutora do hospital explicou que já não tínhamos direito à credencial para o transporte. E eu não posso pagar. Cada ida fica-me em mais de 100 euros", diz.

Os rapazes continuam a ter direito ao transporte para as sessões de fisioterapia, em Fafe, cinco dias por semana, graças à credencial passada pelo centro de saúde. Mas o pagamento das deslocações para as consultas no Porto tem de ser autorizado pelo hospital, que não deu luz verde. Por mais baixos que sejam, os rendimentos da família ficam acima dos 419 euros do limite definido por lei.
Dívida à Cruz Vermelha
Tiago e André deixaram por isso de ir ao médico. "Há um ano disseram-me que já não havia nada a fazer com o mais velho. Pode falecer a qualquer momento. Para o mais novo talvez ainda haja alguma esperança, mas precisa de ser vigiado. Não sei como fazer", desespera a mãe.
Desde que perdeu o direito ao transporte gratuito para o Hospital de Santo António, Teresa, 52 anos, ainda levou os filhos a duas consultas, mas ficou a dever à Cruz Vermelha 238 euros do transporte, que agora não tem como saldar.
Há duas semanas, as apertadas contas da família complicaram-se mais ainda. Tiago foi de urgência para o Hospital de Guimarães, onde acabou por ficar internado uma noite devido a uma infeção pulmonar, que o ataca com frequência. Para lá foi de ambulância. Mas, finda a urgência, a mãe teve de pagar 40 euros pelo transporte de regresso a casa.
Com a despesa extra, este mês alguma coisa terá de ficar para trás. E não há onde cortar: ou falta na mesa ou não chega para a farmácia, cortam-lhe o gás ou não pode acender a luz. Pediu apoio à Segurança Social para pagar 180 euros da fatura de dois meses de eletricidade. "Disseram-me que não podem ajudar e que eu tenho de desligar os aquecimentos para poupar. Mas a casa é muito fria e sem isso os meninos passam mal."
Pediu ajuda à Junta e à Câmara para colocar um elevador ou para lhe atribuírem uma habitação social num piso térreo, para não ter de carregar ao colo os dois rapazes, todos os dias, desde o 2.º andar onde moram. Não teve resposta.
Perdeu a esperança. Agora vive sem ambições. "Só queria poder dar-lhes um miminho, uma coisinha melhor, porque são muito doentes. O Tiago às vezes tem uns desejos. Diz-me que quer um bolinho. Parte-me o coração." não lho poder dar."
Em Braga, o problema da falta de capacidade dos utentes para pagarem o transporte de doentes é gravíssima.

Já alertamos para esta situação várias vezes, mas até ao momento o que verdadeiramente interessa ao vice que quer ser primeiro e ao menino guerreiro é a betonagem da Confiança e os pedregulhos das Sete Fontes.
Em Braga, há quem não tenha acesso à saúde por falta de capacidade económica, mas é importante que essas pessoas saibam que certos meninos guerreiros se sentem orgulhosos por serem colados à política deste governo:
Aos rios, aos malditos, aos hugolas, aos coelhos, aos relvas e a todos os trastes deste país que nos impõem a fome, dizemos: BASTA!!!!!!!!!!!!
Rx, a combater rapazolas, com toda a Confiança!

3 comentários:

  1. Vai-me ó cu ó rapazola !

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  2. Até que enfim dão prendas ao RX... E logo das que ele gosta mais.

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  3. Não seja mauzinho RX... Olhe que o primeiro-ministro de Portugal disse que a crise é uma janela de oportunidades. E disse muito bem... Os desempregados só têm que o ver como exemplo. Se não fosse a crise, ele nunca teria chegado ao cargo a que chegou. Por isso, os desempregados só têm que aproveitar a crise e fazerem como ele fez: umas cunhas e irem ao Ângelo Correia pedir emprego!

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